terça-feira, 17 de maio de 2011

transcrição da alma

"sentada vejo a chuva a cair lá fora, chuva que rapidamente se transforma em granizo e faz com que as bermas da estrada se tornem em rios fantásticos de lama...
às vezes não percebo, não percebo o que as pessoas querem ou esperam de mim, paro, penso e repenso e não consigo entender... às vezes penso que sou uma pessoa felizarda, que tenho amigos que gostam de mim e de quem eu gosto, outras vezes... sinto-me só!
o emprego não corre muito bem, alegadamnte já não sou eficaz e estou a perder qualidades... já não sou profissonal o suficiente...
um dia disseram-me que eu sou uma pessoa dependente e que devia aceitar-me como sou... é mentira! a prova está nos ultimos anos, em que vivi e vivo sozinha sem´depender de ninguém! a unica ausencia que me faz falta é relamente o afecto, sinto falta de afecto... estou sozinha aqui, a minha familia está longe, os meus amigos sempre ocupados e o trabalho não está muito bem...
e talvez por alguns acontecimentos do passado, não sou um ser humano de pedir afecto, pedir... mendiguei muito afecto no passado, agora... agora não...  já me chamaram orgulhosa, arrogante... eu chamo sobrevivência...
por vezes choro, choro de raiva e cansaço, vontade de gritar e gritar e gritar, apenas soltar um som que ilustre tudo aquilo que não me faz falta!

sorri, vais ver que o teu dia corre melhor...
hummmm, não, não resultou... queres ajudar? conta-me uma anedota...
(GARGALHADAS) isso não conta... vá anda, agora a sério...
(silêncio)... obrigada, pelo esforço..
vou dormir, amanhã será um novo dia, depois de um bom descanso tudo parece melhor..."

in: "outros"